Teste Blogcarro: Fiat Palio 1.8l ELX Flex Dualogic

Fiat requinta o Pálio com o câmbio automatizado (Fotos: Blogcarro)

O Fiat Palio nunca foi um carro requintado. Também a proposta dele nunca foi essa. O público cativo, conquistado ao longo dos anos, foi  formado na base da simplicidade. Sofisticação não foi uma das palavras usadas para definir: Palio.

Pois é, acontece que o país, dizem os economistas, está próspero, vendendo carros como nunca e a Fiat sabe disso. E resolveu fazer o Pálio abandonar a vida “pé de boi” e começar a ditar moda.

Para isso, o carro abandonou o pedal da embreagem. Não que o Palio passou a usar um moderno câmbio automático de dupla embreagem e sete marchas como no novo BMW Z4 ou então um CVT, do Nissan Sentra, e suas trocas infinitas.

 A palavra certa é automatizado. As engrenagens são de um câmbio manual, mas o gerenciamento das trocas de marchas é feito por um robô. A vantagem está no preço, cerca de 50% menor que nos automáticos convencionais.

O desenvolvimento coube a empresa Magneti Marelli, porém o refino foi feito pela Fiat que chamou o câmbio de Dualógic. E para saber como ele se sai, o Blogcarro tirou oPalio 1.8l ELX Dualogic para um passeio.

O objetivo do uso deste tipo de câmbio é entregar conforto. Certo? Principalmente em longos congestionamentos, onde as trocas de marchas são intermináveis. Nesse quesito, o Palio fica deve.

Se por um lado, ele dá um tempo para a perna esquerda, por outro ele cobra mais da coluna. Explico. Ele não chega a apresentar os mesmos solavancos que o irmão Stilo — o primeiro carro da marca a ter o Dualogic.

Mas combinado com a suspensão mais macia incomoda no vai e vem do corpo a cada troca de marcha. A cada acelerada, o carro demora um pouco para ingrenar, mas quando o faz leva certa violência, por isso a coluna sofre.

O Dualogic também não responde bem aos leves toques no acelerador. O que prejudica, por exemplo, na hora de fazer o ajuste em uma vaga apertada.

Algumas vezes o câmbio simplesmente não responde e em outros momentos você tem que correr para o pedal do freio a fim de evitar uma batida.

O que é bem desagradável. Ainda mais quando a proposta é o conforto.

Como parte do mimo, a Fiat colocou no Dualogic a opção de trocas manuais, pela alavanca.

Basta acioná-la para frente ou para trás, para as marchas descerem ou subirem, respectivamente.

Nesse ponto a Fiat acertou. O sistema é divertido e deixa o carro mais esperto para fazer uma troca. Além disso, o sistema respeita o motorista.

Mesmo que o motor urre e o conta giros chegue à zona vermelha dos 6 mil giros, o Palio não troca de marchas sozinho (como faz o Gol I-Motion, por exemplo).

Esse recurso, traz segurança ao motorista em uma tocada mais nervosa. Ou, em uma ultrapassagem em que o motorista tem que exigir mais do motor do carro. 

Na condução do dia-a-dia, o 1.8l do Palio (de origem GM) se mostrou agradável com os seus 114 cavalos (com álcool) e 112 cv (na gasolina).

 

O problema é que o motor é chegado numa cana, na medição pelo computador de bordo do carro ele teimou em ficar abaixo dos 5 km/l.

Muito pouco, para quem começou a vida com uma proposta popular. Não acham?

Na cidade, onde as trocas de marchas constantes são inevitáveis (mesmo que você more no interior) é preciso acostumar com o funcionamento do câmbio.

Mas aos poucos dá para pegar a relação entre câmbio, rotação e pedal do acelerador. Isso ajuda, por exemplo, no momento de se fazer uma curva mais fechada e que uma troca de marchas poderia causar um desastre. 

Uma dica é acelerar forte e, se for necessário, fazer o double quick, ou em português, bombar o pedal do acelerador duas vezes rapidamente. Com isso a marcha é reduzida pelo sistema.

Agora, se a dica é para uma condução sem grandes solavancos o ideal é acelerar e depois tirar de leve o pé, nessas condições as trocas de marcha são feitas com o menor tranco possível.

Mas vamos voltar as características do Palio. Se por um lado a suspensão atrapalha na troca de marchas, por outro lado na hora de absorver os buracos e imperfeições de nossas ruas ela ajuda.

Ou seja, a modernidade traz alguns benefícios como o câmbio automatizado, mas também faz o sujeito ter que estudar para uma função que antes era feita sem pensar.

Na estrada, o carro responde bem quando é preciso fazer uma ultrapassagem. Ponto para o motor que apesar de beberrão tem potência na medida. 

A 120km/h o propulsor trabalha suave pouco acima dos 3 mil giros. Nas retomadas, o carro também é bastante esperto.

Calcanhar de aquiles do Fiat:

Talvez o maior pecado do Palio esteja na cabine e não no câmbio. Não tem jeito, por mais que se esforce, o compacto da Fiat não consegue enganar a idade do seu projeto.

A cabine é apertada e motoristas com mais de 1,90 metro de altura terão que dirigir deitados ou com a cabeça pregada no teto.

Viajar no banco de trás também não é fácil. É preciso um bom curso de yoga para se contorcer.

Na hora de enfeitar o pavão, ou melhor, de rechear com equipamentos o Palio pode receber vários equipamentos que nem muitos carros luxuosos possuem.

Mas é claro que a Fiat cobra por cada pecinha colocada a mais no Palio.

Mesmo assim, alguns são bem interessantes. Como o espelho central fotocrômico, que evita que a luz direta vinda dos faróis dos carros cegue o motorista.

Outro equipamento distinto, que era comum nos carros antigamente, mas que agora é tratado como artigo de luxo é o pára-brisa degradê.

Além disso, os bancos podem vir forrados com veludo e descansa braço.

O preço do Pálio 1.8 ELX Dualogic básico é de R$ 38.030. Além do câmbio automatizado, o carro vem com direção hidráulica, desembaçador traseiro, tomada 12V, sistema imobilizador do motor e limpador do vidro traseiro.

Além disso, o hatch da Fiat ainda vem com sistema de alerta develocidade, computador de bordo, comando de abertura do tanque de combustível e até porta-óculos.

Mas se o cliente quiser ter um ar-condicionado terá que pagar a parte.

Completo, como o carro mostrado nestas fotos, a Fiat deixa o design do Palio mais esportivo. O carro ganha aerofólio traseiro, saias laterais, dianteiras e traseiras, rodas de liga leve aro 15, faróis de milha, além de apliques prateados.

Na parte de equipamentos, o carro pode vir com ar-condicionado, ABS, abertura por controle remoto, vidros e retrovisores elétricos, alarme, ar-condicionado, chave canivete, rádio com bluetoth, etc.

O preço, neste caso, chega a R$ 50.643. Valor próximo de um Kia Cerato, que tem mais equipamentos e é importado.

Mesmo assim, o Palio não esquece das origens e deixa de fora o piloto automático, por exemplo, que em um carro com uma proposta de conforto faz muita falta.

Na próxima semana o Teste Blogcarro irá testar o Gol Power 1.6l I-Motion. Se você tiver alguma dúvida mande para nós.

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4 Responses to Teste Blogcarro: Fiat Palio 1.8l ELX Flex Dualogic

  1. Douglas FDP says:

    Simplesmente mais um lixo da FIAT!

    • natiara rubia silva says:

      lixo para babaca que nao pode ter um igual

    • W post says:

      Tenho um desde 2010.
      Tive muitos carros mas este acertou em cheio. Está com 250 mil km e nenhum problema. Motor com excelente potência em retomadas e ultrapassagens. Quanto ao diálogo e questão de se acostumar. Quanto ao consumo fico bem acima do que foi testado. Mantendo a manutenção em dia não tem pra ninguém. Nunca ma deixou na mão nem engasgo ou tossir. Só uso gasolina aditivada e nunca tive que limpar injetoras.
      Se encontrar um em estado de novo com uns 30 ou 40 mil km. Compro.
      Nota. Antes que critiquem tenho em casa outros carros maiores e mais novos mas pra mim e só esse.

  2. LUCAS says:

    Grande carro para quem conhece… mesmo motor do corsa GM.

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